“Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir”

Chegou Abril, mais que um mês, desde à 37 anos Abril é sinal de Liberdade. Liberdade conquistada pelo povo, de uma esperança nascida da terra. Este ano o Páteo do Salema vai encher-se de novo de cor, de festejos de um Abril de progresso e conquistas, de um Abril que não esquecemos nos outros 11 meses.

Logo no dia 2 teremos Couple Coffee, a voz da Brasileira Luana Cozetti, que embalou em toque de samba e bossa nova a musica de José Afonso. Dia 9 lembramos outros cantores de Intervenção com o Projecto “Canto de intervenção” da associação José Afonso. Dia 16 trazemos a musica de Castro e Salgueiro e dia 24 trazemos a alegria dos MU para encerrar os festejos de Abril.

Depois seguimos a abrir trilhos de liberdade e igualdade com música, teatro, cinema, alegria e festa, porque o 25 de Abril não é apenas uma data, é uma conquista importante do nosso povo, que apesar de tentarem esconder e de lhe mudarem o rumo, saberemos que ninguém irá cerrar as portas que se abriram naquele “dia inicial inteiro e limpo”. O povo é quem mais ordena, e irá de certo virar o rumo para onde levaram a sua revolução.

25 de Abril Sempre!

 

 

 

 

 

 

O Março Mês do Teatro 2011 arranca já no próximo sábado, com um espectáculo da Companhia de Teatro Contemporâneo de Albufeira, o “OS IMORTAIS” como já vem sendo hábito na SOIR Joaquim António D’Aguiar o Março mês do teatro tem o intuito de mostrar à cidade o trabalho de algumas companhias de teatro amador com as quais o grupo cénico da SOIR tem ligações de intercâmbio, de dia 5 e 27 de Março, o teatro vai andar por aí…

 

O mês continua com:

PANTOMIMA
Grupo de Teatro de Vendas-Novas
Domingo 13 | 17h | SOIR

MÉDICO Á FORÇA
Os Plebeus Avintenses
Sábado 26 | 21h30 | SOIR

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
Grupo Cénico Da SOIR
Joaquim António D’Aguiar
Domingo 27 | 17h | SOIR

 

 

Jorge Lourido e Manuel Pais, na homenagem que a SOIR fez ao Manel

Jorge Lourido e Manuel Pais, na homenagem que a SOIR fez ao Manel

 

Hoje a Soir perdeu um amigo e um companheiro. Manuel Pais, era um antigo colaborador desta casa, sócio e membro do grupo cénico onde foi técnico. Foi responsável pela parte técnica de inúmeros espectáculos, e ainda hoje se guarda na memória de alguns, tivessem sido vistas em formato real ou de histórias contadas em noites sem fim, imagem de outros tempos em que a luz era operada à manivela, com interruptores ou com o celebre “júnior 8″.
Com uma jovialidade invejável apesar da idade, o Manel nunca se negou a ensinar um qualquer novo membro do grupo cénico as técnicas e formas de desapertar um parafuso, colocar as escadas ou montar o projector. Já depois da sua espécie de reforma na operação de luz, o Manel continuava a mostrar-se disponível para qualquer coisa, para ajudar numa digressão ou ir montar o som.
Nesta casa feita de pessoas, o Manel vai deixar saudades, iremos recordar-lhe as histórias que muitas vezes nos fizeram rir, e lembrar os ensinamentos e os momentos, e garantir ao Manel que a luta, que também era a dele, continuará, com confiança e força, nesta nossa casa, feita de pessoas.
Até sempre Manel…

Programa comemorativo do Centenário da Revolução Republicana de 1910

OUTUBRO

Dia 5

- 13h00m na Soir Joaquim António D’Aguiar – Almoço Comemorativo do Centenário da Revolução Republicana de 1910. (inscrições na Colectividade, ou pelo telefone/Fax: 266 703 137.

- Dia 29

Na SOIR Joaquim António D’Aguiar – Centenário da Revolução Republicana de 1910 – a poesia e a música dos anos da Resistência.

Novembro

Dia 12

21h00m –  Na SOIR Joaquim António D’Aguiar – Conferência a Revolução Republicana de 1910

Mesa Redonda o papel das Sociedades de Instrução e Recreio na Revolução Republicana de 1910 .

Dia 30

Na SOIR Joaquim António D’Aguiar – 21h30m

Teatro:” A Centenária SOIR Joaquim António D’Aguiar e o Centenário da Revolução Republicana de 1910”

Pelo Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D’Aguiar.

Dia 8 de Dezembro

Na SOIR Joaquim António D’Aguiar – 18h00

Sessão Solene Comemorativa do 110.º Aniversário da Sociedade Operária de Instrução e Recreio Joaquim António D’Aguiar.

Dias 16, 17, 18

Na SOIR Joaquim António D’Aguiar – 21h30m e dia 19 às 17h00m

Teatro:” A Centenária SOIR Joaquim António D’Aguiar e o Centenário da Revolução Republicana de 1910″

Pelo Grupo Cénico da SOIR Joaquim António D’Aguiar.

Depois de um Festival de teatro atarefado, que terminou no passado dia 19 com uma Praça do Giraldo apinhada de gente, e que contou com espectáculos de enorme qualidade e uma afluência de público que apenas prova que os Eborenses vão ao Teatro, e querem mais teatro.

Depois de tudo isso o Grupo Cénico volta aos trabalhos, o espectáculo que evoca o centenário da implantação da república e o papel da Colectividade na mesma começou os seus ensaios. Quem quiser participar nesta nova peça do Grupo cénico é só enviar um e-mail para soir_jaa@hotmail.com ou aparecer no próximo dia 6 para mais um ensaio.

O Gato SA trouxe de Santo André o seu mais recente espectáculo “Retrato Inacabado”, uma encenação de Mário Primo, e com a interpretação de Inês Patrício e Nuno Bravo Nogueira. O espectáculo intimista, leva o público até ao quarto de um homem em Dublin que é incomodado a meio da noite por uma jovem. No escuro da fria noite, as diferenças sociais de ambos são apagadas entre os olhares meigos à luz do fósforo, descobrem-se interesses comuns e partilham-se histórias de vida. O amor que é colocado em causa, e o amor que nasce entre garrafas espalhadas e a música rock  a tocar no velho gira-disco, é apagado à luz do sol, que tudo transforma em recordações.

O espectáculo, com um cenário cheio de pormenores e uma luz que nos transporta para a realidade da peça, é ainda acompanhado pelas belíssimas interpretações dos dois actores, completando mais um fantástico espectáculo do Festival.

O Festae segue na Terça-Feira com o espectáculo “Sonho de uma noite de Verão”, a reposição da peça do Grupo Cénico da SOIR, às 22h

Dois membros da direcção do Festival foram entrevistados para o Jornal Diário do Sul. Entrevista que pode ser lida aqui:

No segundo dia do Festae o público voltou a aderir às escolhas do festival. Durante o calor do fim-de-tarde Eborense o Teatro Joana regressou à nossa praça e trouxe as figuras retiradas do imaginário de Paula Rego. O Público aderiu em massa ao espectáculo e encheu mais uma vez a praça do giraldo durante este festival, e que assistiram (e aplaudiram) os bichos que pareciam gente, ou talvez as gentes que pareciam bichos. Coelhos grávidos, macacas, cães, galos e hipópotamas, as suas aventuras, as suas histórias, partidas, maldades e segredos, num espectáculo fisico, com uma plástica atractiva, que deixa o espectador agarrado às imagens que Paula Rego imortalizou em desenho e que o Teatro Joana dá corpo nas calçadas da praça do Giraldo.

Durante a noite foi o Teatro do Rio a trazer-nos um espectáculo clássico, o Francês Marivaux escreve “Preconceito Vencido” numa premonição sobre o futuro recente da sociedade francesa com a tomada do poder da burguesia, ao qual o Teatro do Rio adapta para este “Desamores”. O trabalho dos actores e equipa técnica não reflecte o estatuto de amadores deste grupo, o primeiro a apresentar-se no nosso festival.

O Festival regressa no domingo com o Gato S.A. e o espectáculo “Retrato Inacabado” pelas 22h.

Foram centenas de pessoas que assistiram ao espectáculo Solum do Teatro do Mar, um espectáculo visual, que colocava em causa o rumo da evolução humana. A estrutura cénica de 9 metros que foi plantada na praça do giraldo nos últimos dias chamou a atenção dos Eborenses e turistas que vieram matar a curiosidade numa noite de sexta-feira quente. O espectáculo que cruzava teatro físico com musica, dança, video e uma banda sonora original, questionava-se sobre as transformações do ser humano, das suas raízes culturais e afectivas face ao progresso e globalização, usando a cor e o movimento de forma magistral que captou a atenção do público e recolheu aplausos e palavras de parabéns. Do Real ao artificial, da partilha ao isolamento, o espectáculo foi levando o espectador a subir a árvore, que acaba por se mostrar como a árvore da vida, questionando atitudes e necessidades do ser humano. O espectáculo é encenado por Julieta Aurora Santos e interpretado de forma divinal por Carlos Campos, Luís João Mosteias, Patrícia Andrade e Sérgio Vieira, e durante uma hora e meia transporta-nos para uma reflexão sobre a condição humana.

O Festival continua durante o sábado, o grupo teatro Joana chega pelas 19h na praça do giraldo com o espectáculo Debaixo da Mesa, invadindo o mundo de Paulo Rego, figuras até então apenas vistas em tela, saem agora para um mundo real. À noite é a vez do Teatro do Rio com o espectáculo Desamores, espectáculo a partir do texto “Preconceito vencido” de Marivaux, que terá lugar na SOIR – Joaquim António D’aguiar às 22h.

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