Sobre o espetáculo

 

 Neste cantinho ibérico “católico e apostólico”, somos, desde crianças, imbuídos do espírito do pecado, dos tabus sexuais, da morte e, por isso mesmo, logo desde crianças, desejamos saber mais sobre o Amor, o Sexo, a Vida, a Morte.

Em adultos, cremos já saber tudo. Provavelmente não. O Amor, o Sexo, Deus, a Morte continuam a ser as eternas dúvidas, só que não sabemos… ou fingimos não saber.

Essas dúvidas ou fingimentos estão no texto de Tomás Afán, tal como ele as viu e, também nesta nossa encenação – que não é mais do que a nossa leitura de Afán – provavelmente com mais dúvidas (ou outras dúvidas!), porque quem escreve é um, quem lê é outro e quem interpreta outro ainda…

Seja como for, mesmo só dialogando com o autor através das palavras, cremos ter mantido o seu registo crítico e simultaneamente cómico, e acima de tudo, cremos ter-nos divertido com as suas palavras, esperando que também o público se divirta com elas.

Para além do colorido das palavras, aproveitámos ainda a dica do subtítulo (“Palhaços metafísicos”), para a ligar não apenas a este “mundo” de personagens entre o ser criança e o ser adulto, como ainda para lhe emprestar o colorido de certos gestos, figurinos e caraterização, criando assim um novo tipo de ser.

 

 

Paula Vidigal e António Oliveira

 

Ficha técnica:

Encenação: Paula Vidigal e António Oliveira
Dramaturgia: Paula Vidigal
Tradução: Margarida Varela

Intérpretes:

Sílvia Mendes (Joana),
Rodrigo   Pinto (Carlos)
Marco   Silva (Aurélio),
Duarte Guerreiro (Perdigão)
Patrícia Pereira (Rosa)
Sara Sofio (Cristina).

 Voz Off

Jorge Lourido (padre)
Maria Rosmaninho (mãe)

Cenografia: Joana Dias
Desenho luz: Pedro Bilou
Banda Sonora: Fernando Dias
Figurinos: coletivo
Construção de cenário: António Canelas e coletivo
Operação de Luz e som – Fernando Dias
Design gráfico: Joana Dias