Depois da fome, da guerra
da prisão e da tortura
vi abrir-se a minha terra
como um cravo de ternura.

Vi nas ruas da cidade
o coração do meu povo
gaivota da liberdade
voando num Tejo novo.

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido

Vi nas bocas vi nos olhos
nos braços nas mãos acesas
cravos vermelhos aos molhos
rosas livres portuguesas.

Vi as portas da prisão
abertas de par em par
vi passar a procissão
do meu país a cantar.

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido

Nunca mais nos curvaremos
às armas da repressão
somos a força que temos
a pulsar no coração.

Enquanto nos mantivermos
todos juntos lado a lado
somos a glória de sermos
Portugal ressuscitado.

Agora o povo unido
nunca mais será vencido
nunca mais será vencido.

(Caxias, 26 de Abril de 1974, José Carlos Ary dos Santos)
Passou por nós no ultimo sábado um sentimento de amizade, de amizade de quem empresta o seu talento e o seu trabalho para criar uma noite de amigos a todos os que por aquela sala habitaram. Ouviram-se poemas e canções, e foi bom, muito bom.

No próximo sábado a festa é outra, a alegria e vivacidade dos Skalibans chega-nos à Soir depois de se ouvirem os passos vincados que a “Grândola vila morena” deu rumo à liberdade, para mais uma noite cheia de festa, lembrando que “as portas que Abril abriu” ninguém mais as cerra, a noite promete ser longa, porque a Liberdade alem de ser para se lutar, é também para se festejar.

Dia 24 pelas 00h vem à SOIR festejar a conquista da liberdade.